A Ligga Telecom está lançando nesta quarta-feira, 10, o seu serviço de telefonia móvel. A operação começa em três cidades do litoral do Paraná (Paranaguá, Matinhos e Antonina) e deve ser escalada, de forma gradual, pelo estado no ano que vem. Mas a oferta não está sendo em sua própria rede, mas sim por meio de um acordo de MVNO com a Unifique, e utilizando rede da TIM.
A expectativa é de que o serviço da Ligga chegue a Curitiba, onde a empresa tem mais de 120 mil clientes de banda larga, ainda no primeiro trimestre de 2026.
Neste primeiro momento, os chips serão vendidos apenas em lojas da operadora nos municípios contemplados no lançamento e para clientes que já são assinantes do serviço de banda larga fixa da Ligga – confira os planos abaixo.
A empresa optou por um lançamento controlado como forma de entender a demanda e ganhar experiência com a operação móvel. Já as cidades litorâneas foram escolhidas com base na participação de mercado da operadora e para aproveitar a movimentação de turistas na região durante o mês de dezembro.
"O litoral é muito estratégico para a empresa. Tem proximidade com Curitiba e, no verão, muitos dos nossos clientes vão do interior ou da capital para lá. Temos lojas para vender os chips e um market share bacana de banda larga fixa nas cidades", afirmou o diretor Comercial da Ligga, Sócrates Gomes, com exclusividade ao TELETIME.
"Agora, não é tanto sobre ganhar base de clientes, mas entender a experiência do serviço móvel", acrescentou.
Ainda sobre a primeira fase do lançamento, os chips serão vendidos somente em formato físico e em lojas. Para 2026, a Ligga planeja usar mais canais de venda, incluindo o digital. Também está nos planos a ativação do serviço em formato de chip virtual (eSIM).
Estreia em modelo MVNO
Apesar de ter licença para atuar como operadora de rede móvel (MNO) na frequência de 3,5 GHz, a estreia da Ligga no serviço celular acontece como operadora móvel virtual (MVNO) credenciada da Unifique, que, vale lembrar, utiliza rede da TIM fora do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Isso ocorre com base em um acordo firmado no ano passado.
"Toda a parte comercial, de atendimento, fatura do cliente, contratação do serviço é com a Ligga. O chip sai como Ligga 5G. A Unifique fica com a parte técnica da rede", sintetizou Gomes.
O executivo ainda informou que, quando a Ligga passar a utilizar a própria infraestrutura de 5G, ambos os modelos de operação (MNO e MVNO) poderão conviver simultaneamente.
O serviço celular da Ligga vai funcionar nas tecnologias 3G, 4G e 5G, com cobertura em todo o Brasil.
Vale lembrar, contudo, que a Ligga precisará colocar rede própria no ar até meados de 2026, conforme obrigações do edital da faixa de 3,5 GHz.
Ampliação de receitas
Ao TELETIME, Gomes ressaltou que 2025 vem sendo um ano de ampliação do portfólio de serviços, visando ao crescimento das receitas da operadora.
Em agosto, a empresa lançou a plataforma de canais lineares e streaming Ligga Play e, no início deste mês, um pacote de modelos de Inteligência Artificial (IA) com a startup Inner AI.
"Entendemos que o móvel era o serviço que estava faltando dentro do nosso portfólio. Temos uma expectativa grande de incremento de vendas e receitas ao longo de 2026", sinalizou o executivo.
No momento, as ações de marketing ficarão concentradas nas cidades litorâneas em que a Ligga está lançando o serviço. No ano que vem, conforme a ativação gradual do serviço pelo território do Paraná, a empresa deve fazer um trabalho mais ostensivo de publicidade para comunicar aos clientes que também possui chips para celular.
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há 1 mês
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