Vivo deve ser destaque em telecom na bolsa em 2026, aposta Santander

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(crédito: Freepik)

Entre as empresas de telecomunicações com ações negociadas em bolsa, a Vivo deve ser o principal destaque do setor em 2026, apostam analistas do banco Santander. A operadora é vista como um "porto seguro para investidores", sobretudo em um ano de eleições.

Em relatório sobre o setor divulgado nesta semana, a instituição financeira indica que o mercado brasileiro de telecom deve permanecer saudável em 2026, com mais um ano marcado por aumentos reais de preços e melhora na geração de fluxo de caixa livre das empresas.

Especificamente sobre a Vivo, a análise ressalta que a marca do Grupo Telefónica deve continuar "superando as concorrentes, com um desempenho relativo melhor tanto em telefonia móvel quanto em serviços fixos".

As projeções financeiras do banco estimam alta de 6% na receita líquida, com avanço de 5,7% no móvel e 6,9% nos serviços fixos. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) deve crescer 11%, com a margem alcançando 44%, estimam.

O relatório destaca que a Vivo ainda vai se beneficiar da venda de ativos no ano que vem (com destaque para a rede de cobre), na ordem de R$ 1,5 bilhão. O preço-alvo por ação apontado pelo Santander é agora de R$ 42, ante estimativa anterior de R$ 40.

TIM e América Móvil

No caso da TIM, os analistas preferem manter um rating "neutro", apesar de elevarem a projeção de preço por ação de R$ 24 para R$ 26. O relatório diz que a tele "está em boa forma para continuar entregando resultados dentro do intervalo previsto".

As estimativas são de alta de 5% em receitas, ritmo parecido ao observado em 2025, e Ebtida avançando aproximadamente 7%, com a margem ficando em 51,6%. Os analistas ainda destacam que a operadora tem implementado iniciativas de redução de custos.

De todo modo, ponderam que, apesar da tendência positiva para dispositivos móveis em 2026, o desempenho da ação ordinária da TIM (+61% no acumulado do ano, contra +32% do Ibovespa) "deixou pouco espaço para valorização adicional". A TIM, vale lembrar, foi um dos tem sido um dos destaques na B3, a bolsa de valores brasileira.

Já a América Móvil (AMX), dona da Claro cujas ações são negociadas na bolsa mexicana, teve a recomendação rebaixada de "desempenho superior" para "neutra". Isso porque a ação passou por uma forte alta no segundo semestre deste ano, de modo que o papel se mostra "pouco atraente" em comparação com pares na América Latina.

Ainda assim, a expectativa é de que o grupo reporte "números sólidos nos seus principais mercados em 2026, sobretudo México, Brasil e Colômbia". A receita e o Ebitda devem crescer 5% e 6%, respectivamente, em 2026. A projeção de margem é de 40%.

Brisanet e Unifique

O relatório também avalia a Brisanet e a Unfique, provedores regionais de banda larga e entrantes da telefonia móvel na tecnologia 5G com operações comerciais em andamento.

Para a Brisanet, a recomendação se manteve em posição "neutra", com a expectativa de valor de R$ 3,90 por ação. As estimativas de receita (+16%) e Ebitda (+18%) para 2026 são bastante positivas, incluindo a margem esperada de 44,9%.

Contudo, os analistas salientam que, assim como em 2025, o foco da operadora nordestina continuará sendo a expansão do serviço de telefonia móvel, o que inclui, em 2026, o início da operação no Centro-Oeste. Sendo assim, asseveram que a operação celular ainda vai demandar investimentos consideráveis para que se torne um sucesso comercial.

"Embora a empresa tenha apresentado um sólido crescimento na base de clientes móveis, preferimos manter uma postura mais cautelosa, considerando que ainda vemos um alto risco de execução", pontuam os analistas do Santander.

No caso da Unifique, a classificação para as ações é de "desempenho superior", tendo em vista que, em 2025, a empresa "superou em muito as nossas expectativas e as do consenso, especialmente em termos de rentabilidade".

O relatório destaca as movimentações da empresa para aumentar as suas capacidades comerciais no Rio Grande do Sul, o alto nível de retenção de clientes e a "estratégia racional" de expansão do serviço móvel, que tem se mostrado bem-sucedida até aqui.

As projeções para 2026 são de alta de 15% nas receitas e de 12% no Ebtida, com a margem na casa de 48,5%.

"Com base em um 2025 sólido, esperamos que 2026 seja mais um ano de forte desempenho operacional para a Unifique, impulsionado por uma expansão robusta da receita e uma rentabilidade saudável", destaca o relatório.

Apesar de também terem ações negociadas na B3, o panorama de projeções do Santander não apresentou estimativas para Desktop e Oi.

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