Vivo indica posição sólida com nova redução de capital, avalia BTG

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Proposta de redução de capital da Vivo deve ser recebida positivamente pelo mercado, aponta BTG(crédito: Freepik)

A Vivo demonstra estar em uma posição financeira "suficientemente confortável" ao anunciar uma proposta de redução de capital social no valor de R$ 4 bilhões, avaliam analistas do banco BTG Pactual em relatório sobre a operadora.

A análise ressalta que, enquanto outras empresas estão se apressando para distribuir dividendos extraordinários ainda este ano, tendo em vista mudanças na legislação tributária a partir de 2026, a tele opta pela redução de capital como forma de remunerar os acionistas. O mecanismo, inclusive, não deve receber taxação adicional.

"Ao optar por seguir em frente mesmo assim, a Vivo envia um sinal claro de disciplina de capital e compromisso com a remuneração dos acionistas", sustenta o relatório, divulgado na quarta-feira, 10.

"A empresa está efetivamente dizendo que está suficientemente confortável com seu balanço patrimonial, geração de caixa e necessidades de investimento para anunciar esse pagamento de R$ 4 bilhões, mesmo sem incentivos externos da nova estrutura tributária", complementa a equipe de analistas do BTG.

A proposta de redução de capital de R$ 4 bilhões foi aprovada pelo conselho de administração da Vivo na terça-feira, 9, e ainda será levada para apreciação dos acionistas. O uso do recurso, contudo, não é novidade para a operadora, que, por exemplo, concluiu uma redução de capital no valor de R$ 2 bilhões no início deste ano.

Remuneração

Na avaliação dos analistas do BTG, como a Vivo distribui lucros regularmente, a empresa não possui uma reserva significativa. Desse modo, a redução do capital social se mostra uma alternativa interessante para remunerar os acionistas.

O relatório ainda sustenta que, mesmo com a possível redução de capital, a projeção de distribuição de lucros para 2026 não deve ser alterada, ficando na casa de R$ 8,8 bilhões. Na prática, o que deve mudar é "o mecanismo pelo qual o caixa é devolvido".

O BTG lembra que, em 2024, a remuneração aos acionistas passou de 100% do lucro, com apoio de R$ 1,5 bilhão em redução de capital – a Vivo ainda distribuiu R$ 3,045 bilhões em juros sobre capital próprio e realizou R$ 1,3 bilhão em recompra de ações.

Posicionamento forte no mercado

Conforme a análise, ainda sobre a proposta de redução de capital, "a Vivo não precisava agir agora, mas, ao optar por fazê-lo, deve ser recebida positivamente pelo mercado".

Além disso, o relatório indica que o rendimento dos dividendos da operadora para 2026 deve ser de 8,2%, acima das empresas de telecomunicações dos Estados Unidos (na ordem de 4%) e comparável ao da TIM.

"Para investidores que buscam exposição defensiva, a Vivo parece ser uma escolha sólida, apoiada por um modelo de negócios estável, forte posicionamento competitivo, geração de caixa robusta e retornos atraentes aos acionistas", conclui a avaliação do banco.

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