Adoção do Wi-Fi 7 no Brasil: cenário e desafios da banda de 6 GHz na América Latina

há 3 dias 11

Ado??o do Wi-Fi 7 no Brasil: cen?rio e desafios da banda de 6 GHz na Am?rica Latina

10 de junho de 2026 0

A adoção do Wi-Fi 7 no Brasil ainda está em seus estágios iniciais. Conforme revelado pelo relatório Global State of Wi-Fi 2026, publicado pela Ookla, o cenário se caracteriza por uma baixa utilização real, mesmo que as questões ligadas à regulamentação sejam favoráveis no país.

Brasil no contexto regional

No primeiro trimestre de 2026, a utilização da banda de 6 GHz no país era de apenas 0,1%, valor tido como muito baixo, especialmente quando comparado a outros mercados líderes como Singapura (13,3%) e Estados Unidos (13,8%).

O levantamento mostrou que o Brasil segue uma tendência da América Latina, em que Wi-Fi 7 registrou tão poucas amostras nos testes de velocidade que não chegou a impactar a participação de mercado da região. Nesse sentido, o domínio fica por conta do Wi-Fi 5, com 52%, e do Wi-Fi 4, com 36%, enquanto o Wi-Fi 6 está em crescimento, com 13%.


Cenário regulatório favorável

Vale destacar que, mesmo com baixa adoção prática, o Brasil é citado como um dos países que alocou a totalidade dos 1.200 MHz da banda de 65 GHz para uso não licenciado, assim como os Estados Unidos. Essa decisão possibilita que o Wi-Fi 7 use canais de 320 MHz, oferecendo maior largura de banda e velocidades teóricas superiores.

Outro detalhe importante é que o Brasil depende fortemente da banda de 5GHz, assim como o restante da América Latina. A frequência captura 63,3% do tráfego total da região, enquanto a banda de 2,4 GHz está em declínio, saindo de 53,9% em 2022, para 36,5% em 2026.

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Uso do espectro na região

Em comparação com outros países da América Latina, o Brasil vive um cenário de forte contraste, já que possui regulamentação avançada, mas uma adoção prática muito baixa. O uso da banda de 6 GHz é mais expressivo em mercados menores, como:

  • Porto Rico: 1,1%;
  • Costa Rica: 0,5%.

Em relação ao México, há um índice de apenas 0,2% mas já é o dobro do que se tem no Brasil. O relatório aponta que o país possui uma das melhores infraestruturas de espectro da América Latina, mas o uso efetivo dessa capacidade ainda é incipiente quando comparado a vizinhos ou grandes líderes.


Wi-Fi 7 ainda engatinha globalmente com 1,8% de adoção, mas Singapura lidera com 25,1%

O levantamento mostra que o Wi-Fi 7 representa uma pequena parcela da base global, mas cresce rapidamente em países como Singapura, Canadá e EUA. Além disso, Singapura lidera o mundo em adoção do padrão de conectividade, com 25%. Seu mercado é impulsionado por planos de banda larga de 10 Gbps e rotadores incluídos nas assinaturas.

Wi-Fi 6 é o novo padrão dominante em crescimento: de 6% para 26,7% em quatro anos

Quanto ao Wi-Fi 6, é importante destacar o seu crescimento, visto que ele já responde por 27% das conexões globais. Wi-Fi 5 e 4, por outro lado, estão em declínio. O crescimento do Wi-Fi 6 na América Latina é relatado com crescimento constante, saindo de 1% no primeiro semestre de 2022 para 52% no primeiro semestre de 2023.