Ameaças digitais em alta impactam investimentos em segurança de fábricas e infraestruturas críticas

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Solar panels plant administrators tracking energy production during remote videoconference. Photovoltaics factory management team monitoring system performance during internet videocall meeting

O mercado global de segurança para Tecnologia Operacional (OT) deverá mais que dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, passando de US$ 27,39 bilhões em 2026 para US$ 58,94 bilhões em 2031. A projeção é da consultoria MarketsandMarkets, que estima uma taxa média anual de crescimento (CAGR) de 16,6% no período.

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O avanço é impulsionado pela crescente digitalização das operações industriais e pela necessidade de proteger sistemas ciberfísicos cada vez mais conectados em setores considerados críticos, como energia, manufatura, petróleo e gás, saneamento e utilities. A adoção de sensores inteligentes, plataformas de Internet Industrial das Coisas (IIoT) e tecnologias de operação remota vem ampliando a superfície de ataque de ambientes industriais tradicionalmente isolados das redes corporativas.

Segundo o estudo, a convergência entre os ambientes de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (OT) está elevando a preocupação das empresas com a segurança de sistemas industriais, incluindo infraestruturas baseadas em ICS (Industrial Control Systems), SCADA e controladores lógicos programáveis (PLCs). Ao mesmo tempo, o aumento dos ataques de ransomware direcionados a instalações industriais e redes de energia tem acelerado os investimentos em monitoramento, segmentação de redes e soluções de acesso remoto seguro.

A pesquisa aponta que o segmento de soluções deverá concentrar a maior parcela do mercado ao longo do período analisado. Empresas de diversos setores estão ampliando a adoção de plataformas voltadas à descoberta e gestão de ativos, monitoramento centralizado, detecção de anomalias e inspeção de protocolos industriais. A busca por maior visibilidade operacional e pela redução dos riscos de interrupções produtivas aparece entre os principais fatores que sustentam a demanda.

Outra tendência destacada é o crescimento acelerado das implementações em nuvem. Embora ambientes industriais historicamente tenham privilegiado infraestruturas locais, a modernização das operações e a necessidade de monitoramento distribuído estão levando organizações a adotar arquiteturas híbridas e plataformas de segurança conectadas à nuvem. Segundo a MarketsandMarkets, esse modelo oferece maior escalabilidade, atualizações simplificadas e gestão centralizada de políticas de segurança, além de apoiar operações em múltiplas localidades.

Regionalmente, a América do Norte deverá manter a liderança do mercado até 2031. A forte presença de indústrias intensivas em automação, aliada aos investimentos em cibersegurança e às iniciativas governamentais para proteção de infraestruturas críticas nos Estados Unidos e no Canadá, contribui para a expansão do setor. O aumento das ameaças patrocinadas por Estados nacionais e dos ataques direcionados a sistemas industriais também reforça a prioridade dada à segurança operacional na região.

Para a consultoria, a proteção de ambientes OT tende a ocupar posição cada vez mais estratégica nas agendas corporativas à medida que a transformação digital avança sobre fábricas, usinas, redes de energia e demais operações críticas. Nesse contexto, a segurança deixa de ser apenas uma camada de proteção tecnológica e passa a ser um componente essencial para garantir continuidade operacional, resiliência e competitividade dos negócios.