Anatel inicia plano permanente para monitorar faixas móveis no Brasil

há 1 semana 13
Anatel rejeito recurso e garante transferência das frequências de 5G da Ligga para a Unifique no Paraná(crédito: Freepik)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está começando a monitorar de forma permanente as faixas de radiofrequência usadas por serviços móveis no Brasil, incluindo a telefonia celular. Para tal, a reguladora começou a executar o Plano de Monitoração do Espectro de Mobilidade (PM-EM).

A iniciativa é liderada pela Superintendência de Fiscalização da Anatel (SFI) e consolida anos de aprimoramento técnico acumulados em planos anteriores. No recorte da mobilidade, o PM-EM passa a organizar, em formato permanente e padronizado, as medições e análises que antes eram realizadas de forma pontual e distribuída.

Com o plano, a agência busca ampliar a produção de dados técnicos sobre o uso do espectro – o que deve apoiar ações de fiscalização, prevenir interferências e subsidiar decisões regulatórias relacionadas à evolução das redes móveis no Brasil, diz a Anatel.

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Divulgação: Anatel

"Esse modelo amplia a capacidade de medição e análise com o uso de novas estações de monitoramento, automação e ferramentas dedicadas", promete a Anatel. O desenvolvimento do PM-EM se apoia em soluções próprias conduzidas pelo Laboratório de Inovações da SFI.

Pilotos

Testes-piloto do PM-EM já foram realizados entre 22 e 30 de abril, em Santa Catarina, que centraliza essa frente de fiscalização em âmbito nacional. Além de Florianópolis, as medições abrangeram municípios do interior com maior densificação de redes 4G e 5G.

Agora, a Anatel prevê novos testes no Instituto Eldorado para a caracterização completa do sistema de medição, incluindo avaliações sobre a influência dos veículos de fiscalização nos resultados.

Após a conclusão dos estudos e o refinamento da metodologia, o PM-EM será implementado de forma contínua em âmbito nacional.

Satélites e refarming

A Anatel espera que os dados obtidos possam subsidiar estudos sobre convivência espectral e coordenação entre sistemas móveis e novas arquiteturas, incluindo redes não terrestres (NTN), comunicações Direct-to-Device (D2D), Wi-Fi outdoor de alta capacidade e serviços satelitais de nova geração, inclusive diante da chegada do 6G.

A iniciativa contribuirá ainda para avaliações técnicas de atribuição, destinação, canalização e eventual refarming (remanejamento) de faixas de radiofrequências, apoiando decisões voltadas ao uso eficiente do espectro, apontou a reguladora.

Anatel quer atuação preventiva

"A implementação do plano representa uma mudança importante na forma de atuação da agência, refletindo a evolução da nossa fiscalização para um modelo cada vez mais analítico e preventivo", destacou em comunicado a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesilea Teles.

"Ao integrarmos automação e novas tecnologias de monitoramento, antecipamos soluções para garantir que o espectro, um recurso finito e valioso, seja utilizado de forma otimizada em benefício de toda a sociedade brasileira".

(Com informações da assessoria de comunicação da Anatel)