O último debate do Painel Telebrasil Summit 2026, que aconteceu nesta quarta-feira, 20, em Brasília, trouxe alguns dos desafios que agentes reguladores da América Latina devem superar para garantir a conectividade significativa na região.
Paola Vélez Marroquín, da Comisión de Regulación de Comunicaciones (CRC) da Colômbia, apontou que América Latina hoje vive um momento de grande crescimento digital, tendo parte importante da infraestrutura digital global.
"O regulador latino-americano deve fazer sua regulação com evidências. Uma agenda regulatória moderna dialoga com a conectividade significativa e hoje devemos avançar para uma conectividade de qualidade, sustentável e segura", disse a representante do órgão colombiano.
Ela avalia que o agentes reguladores da região têm que passar a entender a cadeia digital completa, para poder criar uma agenda regulatória condizente com a realidade, garantindo inovação e competição no mercado digital.
"Esse processo precisa ser mais ágil, pois os mercados digitais mudam rapidamente. Precisamos de uma regulação mais responsiva, pautada em evidências", disse Marroquín. Assim, a questão neste cenário não se trata apenas de regular mais, mas sim, de regular melhor.
Marroquín também apontou a necessidade de diálogo mais qualificado com setores como academia, empresas, sociedade civil e fornecedores. Ao mesmo tempo, a reguladora colombiana disse que é importante que o diálogo com as big techs avance.
Anatel moderna
Já Octavio Pieranti, conselheiro da Anatel, apontou aspectos implementados pela agência que, na sua leitura, a colocam como uma agência reguladora modernizada diante dos novos desafios.
Servidor de carreira do órgão, ele lembrou que neste seu retorno à Anatel, após muitos anos atuando em outros órgãos, percebe-se uma agência que trata as políticas públicas de maneira diferente, melhor do que no passado.
Para Pieranti, a Anatel tem que ser um órgão garantidor de direitos, sendo essa a premissa que perpassa toda a regulação. Para ele, o desafio da Anatel hoje está em atuar com essa perspectiva da conectividade significativa.
Analisando a atuação regional da América Latina, Pieranti destacou que é estratégico que a região atue em bloco. "Podemos ter maneiras semelhantes para solucionar problemas existentes na realidade de cada país", disse.
Telecomunicações integrada
Já Lucas Gallitto, diretor da GSMA para a América Latina, apontou que o desafio dos reguladores está em enxergar as telecomunicações de maneira integrada.
Outro desafio é como potencializar investimentos e implementar novos negócios, disse. Para este último desafio, Gallitto disse que para superá-los, é preciso revisar regras como a neutralidade de rede.
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há 22 horas
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