Windows 11: Microsoft remove limitações do Menu Iniciar em nova atualização do sistema

há 1 semana 15

A Microsoft iniciou uma mudança de postura perceptível no desenvolvimento do Windows 11. Em vez de impor recursos controversos ao ecossistema, a gigante de Redmond passou a concentrar esforços no atendimento direto ao feedback de usuários que migraram do Windows 10 e apontavam retrocessos na usabilidade da Barra de Tarefas e do Menu Iniciar.

Como reflexo dessa nova abordagem, a empresa oficializou a distribuição da build de visualização pública 26300.8553. A nova compilação avança sobre a grande reformulação visual que o Menu Iniciar recebeu originalmente no decorrer de 2025. Embora o ecossistema já tivesse mitigado diversas falhas apontadas pela comunidade, persistiam limitações incômodas na interface.

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A nova atualização ataca diretamente essas barreiras ao introduzir três pilares de customização: arquitetura modular, controle de escala física e um recurso voltado para a privacidade durante transmissões de tela.

A principal alteração estrutural da build diz respeito à modularidade da interface gráfica. O usuário passa a ter autonomia para ativar ou ocultar componentes centrais do Menu Iniciar de forma independente.

O painel de configurações agora permite gerenciar a exibição dos aplicativos fixados, da lista geral com todos os softwares instalados ("Todos os Aplicativos") e da seção de recomendações — que foi oficialmente rebatizada pela Microsoft como "Recentes".

O nível de flexibilidade permite que todas as divisões sejam desativadas simultaneamente. Quando essa configuração radical é acionada, o Menu Iniciar exibe apenas um aviso informando que as seções estão desligadas, acompanhado de um atalho direto para as configurações de personalização.

Outra possibilidade é manter apenas a divisão de itens fixados vazia, gerando um layout totalmente limpo. Essa opção altera a dinâmica tradicional do sistema, mas o ecossistema contorna o obstáculo permitindo que novos programas sejam fixados diretamente a partir dos resultados da Busca do Windows.

A flexibilização física da interface é outro ponto de destaque da atualização. Tanto a Barra de Tarefas quanto o Menu Iniciar ganharam propriedades adaptativas de tamanho, permitindo alternar entre os perfis "Grande" e "Pequeno".

O modo Grande expande o espaço de exibição para abrigar até oito colunas horizontais de aplicativos e quatro categorias organizadas de forma transversal, enquanto o modo Pequeno reduz a área útil para seis colunas de softwares fixados e três categorias simultâneas. Embora a novidade seja um avanço, a solução adota perfis predefinidos, diferindo da flexibilidade do Windows 10, que permitia arrastar as bordas livremente.

No quesito privacidade e segurança, a Microsoft implementou a opção de ocultar o nome de perfil do usuário conectado no canto inferior do menu. O recurso visa blindar dados de identificação pessoal para profissionais e criadores de conteúdo que realizam gravações de tela frequentes, apresentações corporativas ou chamadas de vídeo públicas, evitando a exposição desnecessária da conta.

Apesar do pacote de melhorias ser um passo correto na evolução do sistema, o Windows 11 ainda carrega arestas de usabilidade que dependem de refinamento técnico. O comportamento do campo de pesquisa integrado continua inconsistente: ao clicar na barra de buscas dentro do Menu Iniciar, a interface força uma transição abrupta para a janela isolada da Busca do Windows, quebrando a fluidez visual do usuário de forma desnecessária.

A exibição de aplicativos por Categorias também se consolidou como um ponto crítico de insatisfação. O mecanismo opera sob uma estrutura rígida de listas predefinidas e o sistema operacional frequentemente falha em catalogar softwares de terceiros fora desse escopo fixo.

Esse comportamento faz com que ferramentas de alta relevância no cotidiano — como Steam, Slack, WhatsApp e a suíte Affinity — sejam sumariamente rebaixadas para um agrupamento genérico denominado "Outros". A falha de triagem inviabiliza a proposta prática do recurso, indicando que a área necessita da implementação de modelos leves de inteligência artificial para automatizar a classificação dos executáveis.

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