CPQD terá data center de 250 petaflops para IA

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Inauguração da pedra fundamental do futuro data center de IA do CPQDInauguração da pedra fundamental do futuro data center de IA do CPQD (crédito: CPQD)

O CPQD inaugurou nesta sexta-feira, 29, a pedra fundamental do seu futuro data center de Inteligência Artificial (IA). A infraestrutura será instalada em Campinas, no interior de São Paulo, e terá capacidade de 250 petaflops.

Batizado de Núcleo de Inteligência Artificial Avançada, o data center deve entrar em operação por volta de outubro deste ano. Os equipamentos, incluindo GPUs, já foram adquiridos e estão em processo de importação.

A infraestrutura será utilizada para inferência e treinamento de IA, visando à criação de algoritmos e modelos específicos para o público brasileiro. A expectativa é de que contribua para o desenvolvimento de serviços públicos e soluções privadas.

"É um núcleo completamente novo em termos de tecnologias, um dos de maior capacidade computacional no momento no País", afirmou Gustavo Correa Lima, diretor de Inovação e Tecnologia do CPQD, em conversa com jornalistas. "E vai permitir que a gente acelere demais esse tratamento de dados do cidadão brasileiro e esses modelos de IA para aplicações de atendimento ao cidadão diretamente", complementou.

O diretor ainda frisou que o data center terá uma "capacidade absurda de processamento para trabalhar LLMs [grandes modelos de linguagem] na língua portuguesa".

De acordo com Lima, o núcleo de tecnologia também deve dar suporte à elaboração da IA agêntica do governo, um projeto de uso mais intensivo de IA anunciado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante evento no CPQD – ela também participou da inauguração da pedra fundamental do data center.

Do ponto de vista técnico, o diretor do CPQD explicou que o data center vai trabalhar no contexto de domain specific language model – ou seja, em vez de atuar de forma generalista, será dedicado ao treinamento de IA para usos específicos.

"Vai trabalhar para aplicações governamentais e para novos projetos que estamos discutindo. Também poderá ser aproveitado para demandas do setor privado", ressaltou.

(O jornalista viajou a Campinas a convite do CPQD)